O Santos apresentou, nesta sexta-feira, o volante Gabriel Menino. O jogador de 25 anos foi cedido ao Peixe pelo Atlético-MG até o final da temporada. Ele foi apresentado pelo ex-volante Alison, que recentemente anunciou a aposentadoria.

O meia se emocionou ao falar do acerto com o Santos. Torcedor do clube, ele falou sobre a relação com o Peixe e também sobre a idolatria a Neymar.

– Meu pai é muito santista mesmo. Eu peguei essa paixão pelo Santos desde pequeno. Peguei época do Neymar, fazia tudo que o Neymar fazia. O cabelo, chuteira. Tentava imitar de tudo que é jeito. Peguei essa paixão da época. Participei de carreata com meu pai, soltava rojão na rua para o Santos. Quando tive a oportunidade de vir veio um monte de emoção. Fico emocionado porque sei o peso que ela carrega, a importância que tem de vestir essa camisa. É muito gratificante. Desde criança tenho esse desejo e sonho de jogar no time do meu coração e do meu pai.

Menino comentou também a expectativa em poder jogar ao lado do craque e já sonha, inclusive, em poder dar uma assistência para o camisa 10 e comemorar um gol junto do ídolo santista.

– Difícil até imaginar. É o melhor jogador que vi jogar. Não pude treinar ainda com ele porque está no DM ainda se recuperando. Mas penso em comemorar gol com ele, dar assistência, ganhar títulos com ele. Estar do lado dele vestindo essa camisa, que eu sei que é o time dele de coração e o meu também. Será especial. Meu pai fala que eu tenho a cara do Santos. Quero fazer isso valer a pena e deixar uma história aqui dentro.

Gabriel Menino é apresentado pelo Santos — Foto: Bruno Gutierrez

Gabriel Menino é apresentado pelo Santos — Foto: Bruno Gutierrez

O jogador também disse querer permanecer no clube após o término do período de empréstimo. Ele acredita que estar em Santos, próximo da família e amigos, e no clube de coração, é o cenário ideal para reencontrar o bom futebol.

– Quero fazer tudo para ficar aqui no Santos, fazer história, deixar legado aqui dentro. É o clube da minha família. Pretendo continuar a carreira aqui. Minha meta é jogar o mais jogos possível para vir em definitivo. Esse ano será diferente. Estou focado, determinado e eu quero para sempre ser Santos.

Veja outros trechos da entrevista coletiva de Gabriel Menino:

Conversa com Vojvoda

– Ainda não cheguei a conversar muito com ele. Tinha jogo no meio da semana, clássico importante. Ele falou que precisará muito de mim para marcar e atacar. Ele gosta da minha versatilidade. Disse que pode contar comigo para tudo. Seja lateral ou meio de campo. Vim para ajudar e tentar trazer um título nesse ano.

Falta de sequência na última temporada

– Foi muito difícil o último ano. Ninguém sabe o que passei. Era a primeira vez longe da minha família e de todo mundo. Um novo clube, fiquei seis ou sete anos no Palmeiras, e pedi para sair porque queria jogar, ser titular. Acabou não sendo assim. Passei por muitas mudanças, filha recentemente. Sou novo e foi difícil digerir tudo isso. Sempre procurei trabalhar, mas as coisas não saíram como esperava. Estou mais confortável por estar em casa, em Santos, vestir essa camisa, reencontrar amigos, ao lado do meu ídolo. Está quase perfeito. Tudo mais leve para eu conseguir jogar, ser o Gabriel de antes e dar alegria para os torcedores e para o Santos.

Novo momento na vida pessoal

– Agora sou pai de família. Tenho esposa e filha. Já deu o tempo de adolescente. Ter uma filha, uma família. Quero dar orgulho. Quero dar o meu melhor, focar no trabalho que é o Santos. Tenho sonhos, objetivos e tenho eles. O que ficou pra trás, ficou. Quero fazer tudo novo.

Onde pode render melhor

– Eu acho que o Vojvoda conversou um pouco comigo e quer me usar no meio de campo. Eu só quero jogar. Vim com essa mentalidade, de ajudar o Santos. Não importa no meio ou na lateral. Quero dar o meu melhor correndo, defendendo, marcando, dando assistência, fazendo gols. Estou com a mente aberta, com vontade. Estar num lugar onde te querem, te receberam bem e estar num time onde parece que você está há anos. Estou muito feliz. Não vejo a hora de estrear. Não pude estrear contra o Palmeiras, mas deu um gostinho de ansiedade e prazer. Estou com a mente aberta. Só vim para ajudar, entregar o melhor e trazer alegria ao torcedor.

Bastidores da conversa com a família antes do acerto

– Já estava um burburinho no fim do ano que viria para cá. Meu empresário chegou, estava junto com meu pai na praia. Somos muito santistas e ficamos pensando: “e agora? Será que é verdade? A gente acredita ou não?”. Teve um momento que esfriou. Ficamos tristes porque poderíamos voltar para São Paulo, vestir a camisa dos nossos sonhos. Na última semana começou a esquentar de novo. O Mattos e o Vojvoda me ligaram. Eu disse que quero ir. Meu pai disse que era minha carreira, mas por ele eu iria. Acho que foi a decisão certa a se tomar em vir pra cá. Tenho certeza que vou trazer muita felicidade ao torcedor, para a minha família. Para eu poder retomar o ânimo em jogar, a vontade de estar em campo. Acho que será especial, prazeroso e emocionante vestir essa camisa.

Reencontro com Mayke e Zé Rafael

– Sempre conversei com eles desde que saí do Palmeiras. Temos uma amizade muito forte. Eles me ligaram, disseram que eu tenho a cara do Santos. Eu não pensei duas vezes. O Santos ligou, mandava mensagem e eu só digitava sim e claro. Estou muito feliz. Espero que seja um ano maravilhoso para nós e cheio de conquistas.